A depressão não tratada pode matar!
Novembro 20, 2009
A depressão já entrou na psicologia popular. Há tempos é parte das conversas da classe média, mas recentemente se ouve falar da depressão nas camadas populares. Fala-se, mas se faz pouco. A diferença aparece quando há necessidade de buscar tratamento: poucos o fazem. Ironicamente, a combinação entre tipos diferentes de antidepressivos e terapia é eficiente – os pacientes superam a depressão.
Porém, a depressão é muito mais do que a pessoa se sentir triste e infeliz, com o astral baixo. A depressão mata. As pessoas deprimidas têm um risco muito mais alto de morrer.
Robert Stewart usou dados noruegueses sobre sessenta mil pessoas e as estatísticas de mortalidade e verificou que a depressão aumenta o risco de morte tanto quanto o fumo. Há problemas de diagnóstico porque o risco baixa se a pessoa também sofre de ansiedade que demonstradamente afeta o sistema imune. O próprio pesquisador reconhece que as ligações causais ainda não foram identificadas.
Não obstante, uma conclusão é obrigatória e importante: a depressão mata e tem que ser tratada!

A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO
Novembro 20, 2009
A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO
Muitos opinam sobre o crime e as taxas de homicídio; muitos pensam as regiões brasileiras como homogêneas: Sul, Nordeste etc. seriam internamente semelhantes. Não é assim. A violência varia muito dentro da mesma região e as tendências também variam. Não há perfil único nem tendência regional homogênea. Não obstante, há tendências nacionais claras: as taxas brutas de homicídio cresceram linearmente desde 1979 e começaram a descer em 2003, como resultado do Estatuto do Desarmamento. A taxa de 2007 é mais baixa do que a de 2000.
Houve, recentemente, o Primeiro Seminário Nacional sobre Homicídios, em Caruaru, Pernambuco. Uma excelente criminóloga gaúcha, Letícia Maria Schabbach, apresentou um trabalho cobrindo os três estados do Sul durante um amplo período, de 1980 a 2007. Schabbach mostra que a taxa de homicídios por cem mil hbs varia muito de estado para estado, na mesma região, a Sul. Ela é maior no Paraná e menor em Santa Catarina, Há diferenças nas tendências. A taxa paranaense é quase três vezes a catarinense. Em Santa Catarina, a taxa por 100 mil hbs tem flutuado entre 10 e 12, perto do limite considerado aceitável – internacionalmente. Acima de 10 por 100 mil hbs. a OMS considera que existe uma epidemia. Santa Catarina é o estado com a taxa de homicídios mais baixa do país.
Há flutuações na região. Em Santa Catarina são “mini-flutuações”. Já o Paraná sofreu uma explosão de homicídios: a taxa começou a crescer em 1998-1999 e, particularmente, a partir de 2000. Com uma taxa de aproximadamente 30 por cem mil hbs, nos últimos quatro anos analisados (2004 a 2007) o Paraná se tornou mais violento do que o Brasil como um todo. Em 2000 era o 16º estado mais violento, mas em 2007 já era o nono.
O Rio Grande do Sul apresenta um perfil diferente, com flutuações maiores. Houve um crescimento grande entre 1985 e 1991 e uma certa estabilidade durante seis a sete anos. O último ano da série analisada foi 2007, que também foi o mais violento. A situação recente do estado é preocupante.
A análise por décadas mostra como a situação deteriorou no Paraná em anos recentes: na década de 90 o Paraná e o Rio Grande do Sul tinham taxas brutas (sobre o total da população) semelhantes – em verdade, a taxa gaúcha era marginalmente mais alta. Porém, na década seguinte o crescimento dos homicídios no Paraná foi acelerado e a taxa bruta passou de 15,3 para 25,8, substancialmente maior do que a do Rio Grande do Sul.
Olhando para todos os estados brasileiros vemos uma tendência demonstrada muitas vezes – os estados com taxas mais altas numa década tendem a ser os mesmos na década seguinte. Porém, não é uma situação estática – há variações. A autora apresenta dados para todos os anos em que houve censos e contagens sobre todos os estados brasileiros, o que permite ver, com maior segurança, quais os estados nos que o crescimento foi mais acelerado. Os dados confirmam que houve uma explosão homicida em Alagoas (a que fiz alusão neste jornal) que passou do 11º lugar entre os estados brasileiros em 2000 ao 1º em 2007. A taxa bruta alagoana, de 60,6 por cem mil habitantes, é inaceitável. A taxa existente entre 1991 e 2000 era menos da metade do que é hoje – mais do que dobrou.
O Espírito Santo, Pernambuco e o Rio de Janeiro seguiram um padrão diferente. Desde 1980 estão entre os mais violentos. Porém, mesmo entre esses estados com níveis altos e relativamente estáveis de violência, houve mudanças. A taxa bruta do Rio de Janeiro atingiu o auge em 1996, 60 por 100 mil, semelhante à de Alagoas em 2007. O Rio de Janeiro foi o estado mais violento do Brasil naquele ano (posição que ocupou em vários anos da década de 80). Já José Maria Nóbrega mostra que os benefícios do Estatuto do Desarmamento se concentraram no Sudeste e que, no Nordeste, as taxas cresceram ininterruptamente. No Sudeste, as taxas desabaram entre 2003 e 2007, de 36 por cem mil hbs a 23. Usando dados do SIM, organizados pelo Ministério da Saúde, mostra um crescimento entre 2004 e 2007. Segundo a apresentação de outro pesquisador, J. L. Ratton, a situação em Pernambuco começou a ser revertida em 2008, reversão que continua em 2009.
Outra explosão catastrófica da violência homicida se deu no Pará. Em 2000 ocupava o 21º lugar, com uma taxa de 13 por cem mil, aceitável por padrões brasileiros. Em sete anos passou a ser o 7º estado mais violento no país e sua taxa pulou de 13 para 31,2. Na Bahia também cresceu a violência e o estado passou da confortável posição de 23º estado mais violento para 14º.
Há bom exemplos. No ano 2000, São Paulo era o 4º estado mais violento do país; em 2007, é o 25º, o antepenúltimo, acima apenas do Piauí, estado cujas estatísticas não são confiáveis, e de Santa Catarina, o estado com a mais baixa taxa bruta de homicídios do país. A taxa paulista caiu de 42,3 para 15,7. São Paulo se tornou um exemplo internacionalmente famoso de contenção e redução da violência homicida.
O Brasil oferece muitos exemplos de fracassos e sucessos de políticas públicas de controle da violência, em geral, e dos homicídios, em particular. Precisamos estudar muito melhor esses exemplos.
Gláucio Ary Dillon Soares

Alto astral baixa a dor
Novembro 18, 2009
A pior maneira de sofrer talvez seja concentrar no sofrimento – não nas cuasas etc., mas no sofrimento mesmo. Além disso, o humor, em geral, também conta. Pesquisadores canadenses relacionam o nosso astral à dor que sentimos. Para sentir menos dor é bom pensar em algo mais. Se quem sofre pensar em algo agradável, melhor: sofrerá menos. Usualmente, pensamos essa relação somente na direção oposta: a dor afeta o astral; quando há dor, cresce o mal humor e baixa o astral. Os pesquisadores olharam para a relação a partir do astral e do bom humor.
A maneira pela qual fizeram isso foi cruel. Mathieu Roy, um pós-doc na Columbia University em Nova Iorque parte do princípio de que a dor tem que ser percebida pelo cérebro, que pode amplificá-la ou reduzí-la. Emoções negativas aumentam a sensação de dor. Roy usou, com consentimento dos pacientes, choques elétricos nos pacientes que, em resposta, moviam bruscamente as pernas – movimento que pode ser medido (deve ter sido filmado). Enquanto rolava o experimento, os pacientes viam imagens – positivas, neutras e negativas. Os pesquisadores faziam um MRI do cérebro para acompanhar tanto o efeito das imagens quanto o dos choques, cuja intensidade era medida.
Os resultados? As imagens negativas aumentam a sensação de dor e as positivas a diminuem. Anteriormente, Roy tinha verificado que música agradável também reduzia a sensação de dor.
Talvez esse experimento indique que as orações, concentradas em aspectos positivos da religião, parecem ter feito muitos fiéis aguentar dores que normalmente ninguém suportaria.
Fonte:
Proceedings of the National Academy of Sciences.
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Date Resource Name Description/Status
19/03/2009 Vikesh Mittal (HCL) Initial Version created
08/04/2009 Vikesh Mittal (HCL) MSN Contextual Links workaround (revision A) Trac #136
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A Meditação Transcendental reduz os ataques cardíacos e as mortes
Novembro 17, 2009
Pacientes com doenças cardíacas coronárias, que praticam regularmente a Meditação Transcendental (que reduz o estresse), tem uma taxa mais baixa de ataques cardíacos – muito mais baixa, a metade. Esse não é um chute de gurus, mas o resultado de uma pesquisa patrocinada pelos National Institutes of Health-National Heart, Lung, and Blood Institute, realizada numa universidade em Wisconsin a um custo de quase quatro milhões de dólares. É um estudo que durou quase dez anos. Duzentos negros e negras americanas foram incluídos aleatoriamente em dois grupos, um dos quais praticava MT e o outro era um grupo controle, que só recebia educação e informação a respeito dos fatores que afetam o risco de ataque cardíaco, como a dieta e o exercício.
Os resultados mostram:
- uma redução de 47% num índice composto por morte, ataques cardíacos e derrames;
- uma redução significativa, de 5 mm Hg na média, na pressão sanguínea;
- uma redução substancial no nível de estresse no grupo mais estressado.
Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention, afirmou que várias pesquisas mostraram o efeito benéfico de técnicas de redução do estresse sobre a pressão sanguínea, ataques do coração, derrames e mortalidade. As pessoas vivem mais e melhor.
Porém, como todas as técnicas de redução do estresse, MT tem que ser praticada com regularidade. Não adianta fazer de vez em quando. É um priincípio válido para MT, relaxamento, concentração, oração e muitas outras atividades mentais e espirituais que podem ser usadas para combater o estresse.
É bom lembrar que problemas sérios no sistema cardio-vascular, juntos, são a principal causa de morte na maioria dos países.

Divórcios e separações contribuem para os suicídios
Novembro 9, 2009
Mais uma pesquisa, desta vez na província de Ontário, no Canadá, corrobora a afirmação de que os divórcios e as separações aumentam o risco de suicídio. O professor de Sociologia Desmond Ellis confirma, com sua pesquisa, que separações e divórcios trazem consequências penosas para muitos, algumas das quais podem levar ao suicídio. Na minha hipótese, há uma escala que vai desde um relacionamento intenso e amoroso até o divórcio, passando pelo distanciamento dentro do próprio casamento ou relação. No fundo, o estresse, a dor e a frustração, que podem começar ainda dentro do casamento, aumentam o risco de suicídio. Ellis analisou mais de mil casos de suicídio ocorridos em 2006. Os resultados mostraram que as pessoas separadas e divorciadas representavam 10% da população acima de 15 anos de idade e 25% dos suicídios. Os casados representavam 49% da população, mas apenas 30% dos suicidas. Já os solteiros representavam 30% dessa população e 36% dos suicídios.
Confirmando a conhecida diferença na propensão ao suicídio, os homens representavam 3/4 dos suicidas. Entre os separados e divorciados, 81% dos suicidas eram homens.
Confirmando, também, a inversão dos risco por gênero no caso das tentativas que não terminaram em suicídio, ou parasuicídios, de cada quatro tentativas, três foram feitas por mulheres.
Ellis propõe que é possível baixar as taxas masculinas. Entre as técnicas usadas estão as que baseadas na resocialização por gênero – mudar as atitudes em relação a comportamentos de risco (considerados apropriadamente masculinos), inclusive o próprio suicídio (convencê-los de que não é “solução de homem”) e convencê-los de que terapia faz bem e não é coisa de mulher.
Quando fazer isso? Aproveitando os avisos dados, que representam momentos propícios à intervenção: o julgamento do divórcio, visitas feitas aos médicos de confiança, ou a conselheiros, inclusive pessoas da família etc. Transformar separações e divórcios de processos conflitivos em processos colaborativos pode, também, salvar vidas.

O Efeito da Qualidade da Vida sobre a sobrevivência
Setembro 26, 2009
Um novo conceito entrou na análise da sobrevivência do câncer da próstata, o Health-related quality of life (HRQOL). Inicialmente, foi usado apenas para avaliar os tratamentos e seus efeitos colaterais. Posteriormente, surgiu a pergunta: a qualidade da vida relacionada ao tratamento, a HRQOL, afeta a sobrevivência? Com a ênfase crescente, ainda que minoritária, em fatores psicológicos e espirituais (ainda que minoritária) cresceu a pergunta: a qualidade da vida durante e depois do tratamento afeta a sobrevivência? Os pesquisadores usaram a base de dados do CaPSURE (Cancer of the Prostate Strategic Urologic Research Endeavor), usando os pacientes quer proporcionaram informação sobre o HRQOL. Dividiram os pacientes de acordo com o HRQOL: os dez por cento piores e os demais.
O objetivo era ver se havia uma associação entre uma qualidade de vida relacionada ao câncer e ao tratamento e a sobrevivência geral, de todas as causas. Controlaram a idade dos pacientes no momento do diagnóstico, o tratamento recebido, a classificação clínica da doença e o número de co-morbidades – de outras doenças. Para entender essa varuável: alguém com hipertensão receberia um valor de 1, alguém que, além da hipertensão, tivesse diabete, receberia 2 e assim por diante. Medida elementar, que poderá ser muito melhorada, mas válida. Níveis mais elevados de funções físicas e a saúde em geral tinham uma sobrevivência melhor (HR 0,49 e 0,51, respectivamente). Levando o tempo transcorrido em consideração (depois do tratamento)os integrantes da qualidade da vida tinham um risco de morte consideravelmente menor. Dependendo do tipo de função, o HR variava entre 0,57 e 0,65). Olhando para as mudanças no HRQOL, manter ou aumentar as funções físicas e seus papéis e atividades, a vitalidade e as funções sociais (quem se fecha no quarto dura muito menos) e a saúde em geral, em outras áreas, reduzia o risco relativo de morte, o HR variando de 0,56 a 0,63. A lição é clara: não basta tratar o câncer – é preciso tratar o paciente (o que inclui outras doenças e a qualidade da vida). Assim tratados, os pacientes vivem mais e melhor.

Ondas de suicídio em instituições
Setembro 24, 2009
Quando analisamos países, estados e regiões metropolitanas, os suicídios seguem fielmente a Lei dos grandes números: sendo fenômenos estáveis, ano trás ano as taxas são relativamente estáveis, aumentam um pouco, descem um pouco. Em ambientes limitados, não obstante, há redes de informação e de influência e alguns eventos podem provocar alterações significativas nas taxas. Isso significa que dentro de instituições podem acontecer ondas de suicídio. A empresa France Telecom enfrenta esse problema.
A empresa responderá com câmaras de televisão (circuito interno) e aconselhamento psicológico. Desde o início de 2008, houve 22 suicídios e 13 tentativas.
O homem forte da instituição, Didier Lombard, fez do controle dos suicídios uma das prioridades da empresa.
A empresa era, talvez, típica das estatais francesas, com muitas proteções e privilégios para seus funcionários. Em diversos países da Europa havia empresas assim (como há no Brasil): seus funcionários tinham garantias e privilégios que o resto da cidadania não tinha. Esses benefícios não saem de graça: lembro-me de uma propaganda da United Airlines que li em 1989: comparava o custo do passageiro/milha que ela transportava com o de várias européias, quase todas estatais ou protegidas pelo estado. O custo do passageiro/milha da United era a metade. Podendo oferecer lugares por preços muito menores, as empresas americanas foram “barradas” do mercado europeu que restringia o transporte dentro da Europa. Os passageiros não gostavam de pagar mais e quando houve uma reestruturação da economia mundial várias empresas estatais e não estatais européias de transportes aéreos foram à falência. Depois de 11/09/2001 o fenômeno se generalizou.
O choque provocado pela abertura dos mercados não afetou, apenas, as empresas aéreas. Outras áreas foram abertas à competição e empresas que protegiam (em excesso, segundo os críticos) seus trabalhadores tiveram que cortar benefícios para enfrentar a competição. Segundo seu sindicato, foi o que aconteceu com a France Telecom e é o que explica a “onda” de suicídios. Note-se que, com 100 mil empregados, as taxas não são altas se comparadas com as das populações nacionais de países europeus. O problema reside em que elas eram mais baixas e aumentaram. Há, portanto, uma onda de suicídios naquela instituição.
A depressão piora o câncer
Setembro 21, 2009
Uma pesquisa recente da University of British Columbia, demonstra que a depressão aumenta algo o risco de morte dos cancerosos. Entre os que apresentam sintomas, as taxas são 25% mais altas e entre pacientes clinicamente diagnosticados com depressão as taxas são 40% mais altas. Parece muito, mas há outros fatores que também contribuem para prejudicar os pacientes. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista Cancer.
Admito que tive um pequeno sobressalto ao decidir publicar esses resultados. Há quem possa ficar preocupado com estar deprimido e entrar em depressão. Porém, ter sintomas de depressão é comum, até esperado entre pacientes de câncer. O que não é comum é a conscientização de que a depressão é uma doença em si, de direito próprio, que precisar ser tratada. Uma das autoras da pesquisa, Jillian Satin, se preocupou especificamente com esse conhecimento, com a possibilidade de que alguns pacientes entrassem em órbita ao ver que tinham sintomas de depressão. Mas não há necessidade disso: a depressão é tratável e curável. Os pacientes devem conversar com seus médicos ou diretamente com um psiquiatra. Há médicos pré-diluvianos que não “acreditam” em depressão, estresse, “essas coisas”.
Por onde passa essa relação entre depressão e qualidade da resposta ao câncer? Há muita pesquisa que liga o estresse ao aparecimento e ao crescimento de tumores e de cânceres. O estresse mexe com o sistema hormonal e prejudica o sistema imune. Há possibilidade de endogenia, de que as pessoas deprimidas ano se tratem bem, não tomem os remédios etc. Não seria uma resposta à depressão, mas ao descuido causado por ela, inclusive abandonando todo e qualquer tratamento.
É preciso pesquisar mais. Que tipos de câncer são mais afetados pela depressão? Não sabemos.
Câncer e depressão podem interferir com a vida do paciente, fazendo-o perder ou ser prejudicado no trabalho, afastando amigos e familiares, criando dificuldades adicionais no dia a dia.
Sabemos que uma atitude positiva ajuda – aumenta as células T, os macrófagos e as defesas em geral. Se ficar deprimido com o câncer (eu fiquei) vá se tratar da depressão também. Funciona.
Bares e suicídios
Setembro 21, 2009
Mais uma pesquisa, desta vez na Inglaterra, mostra a relação entre alcoolismo e suicídio. Nas comunidades rurais inglesas, a taxa de suicídios está vinculada ao número de bares e pubs na área. Os pesquisadores sugerem que o fechamento dos bares reduziria os suicídios; limitações no horário e na ingestão de álcool também produzem efeitos, a primeira medida, mais radical, mais do que a segunda.
Outra pesquisa, feita na Califórnia, demonstrou que mais de vinte por cento dos suicídios estavam ligados ao alcoolismo. Tantos os suicídios quanto as tentativas eram mais freqüentes em áreas rurais com alta densidade de bares e outros estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas.
É mais um argumento empírico que apóia a Lei Seca.
