As cartas de suicidas

Março 30, 2009

Em 1992, Leenars analisou cartas, notas e mensagens de suicidas. Poucos anos depois, uma enfermeira psiquiátrica, Sharon M. Valente,tomou as hipóteses de Leenars como orientação e analisou vinte e cinco notas de suicidas, comparando-as com as deixadas por outras que tentaram, mas não morreram. Há concordância em quer as duas populações são bem diferentes.
O universo examinado por Valente era consituídos por pessoas que estavam internadas em um hospital psiquiátrico. Não era amostra aleatória de suicidas, nem dos que tentaram, porque todos estavam internados.
Valente concluiu que a maioria envia sinais e que há importantes diferenças entre os dois grupos, os que morreram e os que sobreviveram. Não são farinha do mesmo saco. A maioria enviou/deixou mensagens.
O que as mensagens diziam? Falavam de quê?      

  • de sofrimento psicológico;
  • de relações pessoais
  • de rejeição-agressão

As notas suicidas são uma área muito difícil de pesquisar. Não obstante, podem salvar vidas e evitar muito sofrimento. Os que tratam de pacientes psiquiátricos (assim como seus parentes e amigos próximos) precisam ser treinados – muito bem treinados – para identificar quais os pacientes que estão enviando sinais suicidas.

Fonte: Clinical Nursing Research, Vol. 3, No. 4, 393-413 (1994)

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