Descriminalizar ou não descriminalizar, eis a questão
Julho 7, 2007
As drogas geraram problemas tão sérios na vida dos brasileiros que muitos decidiram apoiar seja a descriminalização, seja a legalização como uma solução mágica para a violência que nos afeta quotidianamente. Eu acredito que uma ou outra acarretariam uma redução de um tipo de homicídios, os diretamente vinculados à comercialização das drogas e à sua repressão. Porém, a possível rdução dos homicídios é, apenas, uma das consequências. O crescimento do consumo, que é esperado, gera, de acordo com abundantes pesquisas, um sério problema com o aumento de suicídios, de depressões e de surtos psicóticos. Abaixo faço uma listagem e uma breve descrição de algumas dessas pesquisas.
Ver Bovasso, GB. Cannabis abuse as a risk factor for depressive symptoms. The American Journal of Psychiatry, 158:2033–2037, 2001.
- Outra pesquisa, de Greenblat, com adolescentes (de 12 a 17 anos) mostra que os que fumavam maconha semanalmente triplicavam o risco de ter ideações suicidas, em relação aos que não fumavam maconha.
- Uma opção metodológica simples é, simplesmente, saber se o adolescente fumou/não fumou maconha no último ano. E problemática porque não distingue entre níveis de consumo, mas Brook mostrou que o simples ter fumado (que inclui todos os que fumaram, muito, médio e pouco) triplicava os pensamentos sobre o suicídio, as ideações suicidas.
- Evidentemente, existe o perigo de "endogenia genética", de que os que fumam teriam uma predisposição genética tanto a fumar quanto a doenças mentais e ao suicídio. Para esclarecer esse ponto, os estudos com gêmeos são essenciais. Numa pesquisa na qual um dos (ou das) gêmeos era dependente da maconha e outro(a) não, os dependentes tinham um risco quase três vezes mais alto de pensar sobre o suicídio e de tentar o suicídio do que os não dependentes.
- O uso da maconha na juventude está relacionado com o risco de surtos psicóticos na vida adulta. Não são poucas as pesquisas que permitem essa conclusão.
Entre elas, ver Andreasson, S et al. Cannabis and schizophrenia: A longitudinal study of Swedish conscripts. Lancet, 26:1483–1486, 1987. Fergusson, DM et al. Cannabis dependence and psychotic symptoms in young people. Psychological Medicine, 33:15–21, 2003. van Os, J et al. Cannabis use and psychosis: a longitudinal population-based study. American Journal of Epidemiology, 156:319–327, 2002.
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href=”http://conjunturacriminal.blogspot.com/2007/05/legalizao-das-drogas-e-o-aumento-dos.html”>A legalização das drogas e o aumento dos suicídios em Portugal
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Outubro 24, 2008 at 3:22 pm
Dêem um exemplo de surto psicotico na vida adulta por causa da maconha? Não é jogando dados sem fontes que vocês vão conseguir manipular as pessoas, podem conseguir manipular as idéias de quem não fuma porque tem o campo de visão reduzido. Eu acho, sim. Que isso tem a ver com a pessoa, mas claro que não há regra. Quem é depressivo pode ser sentir muito bem fumando maconha, mas o fato dele já ter pensamentos suicidas e tudo mais, com o fluxo elevado de pensamentos, pode ser que em dado momento ocorra a pré-disposição dele se fixar em pensamentos ruins, ou as chamadas badtrips. Enfim, mas após isso ele vai se sentir melhor e se souber abrir seu campo de visão consideravelmente e controlando isso ele será muito bem sucedido na recuperação de sua depressão. Pode ter certeza.