A Universidade de Minnesota acompanhou perto de três mil homens com mais de 67 anos. Usaram uma pulseira, chamada actigraph, que registrava seus ritmos biológicos 24 horas por dia. Fizeram isso durante uma semana (é uma deficiência da pesquisa por ser um período curto). Até janeiro de 2008, 180 idosos desse grupo tinham morrido.

Um conceito fundamental nessa pesquisa é o da hora de máxima atividade, quando nossa atividade está no auge e o outro o de ritmos sarcadianos, que são ritmos de nossos corpos – variam com a hora do dia e com a estação. Pois bem, os que tinham picos (auges) muito cedo ou muito tarde tinham morrido mais. Em verdade, a taxa de mortalidade deles foi muito mais alta.

Misti Paudel, responsável pela pesquisa, enfatiza a necessidade de rotinas diárias e que acordar cedo demais ou dormir muito tarde afetam a saúde. Resultados semelhantes foram obtidos com pacientes de câncer e de Alzheimer’s, mas o grupo estudado era de idosos em boa saúde. Uma boa noite de sono é um dos preditores mais importantes da saúde das pessoas. É preciso levar o sono em sério. A falta de um bom padrão no sono se associa com a depressão, com problemas de memória, problemas com a concentração durante o dia e aumenta o risco de obesidade, problemas cardiovasculares, inclusive derrames, e diabete.

Isso implica em tomar medidas com eficiência demonstrada na determinação de um bom sono e evitar as que perturbam o sono. Não se trata de falar a respeito, de ficar neurótico com o sono, mas de consultar um especialista em problemas de sono (eles existem) e não um clínico geral e tomar as medidas adequadas para garantir um bom padrão de sono.

Mais importante ainda é ter ritmos diários robustos: muita atividade durante o dia e nenhuma durante a noite. À noite, só sono. A presença de ritmos robustos reduz muito o risco de morte.

Esses resultados foram apresentados ontem à Associated Professional Sleep Societies Conference. Buscar em http://www.umn.edu/

Pesquisadores canadenses decidiram analisar as correlatas do suicídio entre pessoas com depressão. Entre os que sofrem de depressão, o que mais se associa com as tentativas de suicídio? Usaram dados de uma ampla pesquisa (mais de 43 mil pessoas), chamada National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions (NESARC), feita em 2001 e 2002.  O interessante é que os autores misturaram variáveis sócio-demográficas, variáveis psiquiátricas e sintomas específicos da depressão. Usualmente, pesquisadores que trabalham com um tipo de variáveis tendem a subestimar os outros. Das 43 mil, um pouco mais de cinco mil tinham uma história de depressão que cobria boa parte da vida. 865 tinham uma história de tentativas de suicídios e 4.263 não tinham. Os pesquisadores tentaram explicar as diferenças usando regressões logísticas. Os resultados mostram que essas tentativas são mais comuns entre pessoas com renda baixa , entre hispânicos </span><span e entre jovens. Há, também, importantes variáveis psicológicas e psiquiátricas. A presença de ansiedade e de desordens de personalidade, assim como de dependência química (incluíndo álcool) se relacionavam significativamente com uma história pessoal de tentativas de suicídio , para cada uma delas. Porém, havia diferenças entre os gêneros. Em homens, as tentativas estavam associadas a uma desordem chamada de personalidade dependente que aumentava em quase quatro vezes o risco de tentativas de suicídio - razão de risco ajustada = 3,81; 95% CI = 1,14 to 12,73); porém, entre as mulheres, as tentativas estavam mais associadas com desordens anti-sociais de personalidade (razão de risco ajustada = 2,71; 95% CI = 1,72 to 4,25). Essa condição aumentava o risco em quase três vezes (2,71). O poder preditivo dessas variáveis é grande: a “desordem da personalidade dependente” previa as tentativas de suicídio em quase três quartos dos homens deprimidos. O sintoma mais associado com tentar suicídios - tanto entre homens quanto entre mulheres - é o sentimento de não valer nada, de inutilidade (feelings of worthlessness). Esse sentimento aumentava o risco de tentativa de suicídio em 5,48 vezes entre os homens e 4,93 entre as mulheres.
Esse estudo demonstra que, mesmo entre pessoas com depressão, há várias características que aumentam o risco de tentar o suicídio. Os deprimidos não são uma massa homogênea. Conhecer as diferenças dentro desse grupo aumenta nosso poder explicativo.
“Exploring the Correlates of Suicide Attempts Among Individuals With Major Depressive Disorder: Findings From the National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions”, em J Clin Psychiatry, 2008 May 27.

Órfãos de pais vivos

Junho 13, 2008

Publicada no Correio Braziliense de 12/06/2008. Talvez interesse.

No Estado do Rio de Janeiro, o DEGASE é o órgão que recebe “as crianças e adolescentes” em conflito com a lei. A proposta de manter uma idade mínima penal alta (o Brasil é um dos cinco países com a idade mínima mais elevada) se baseia, em parte, na esperança de que o jovem se recupere. Nas prisões de adultos ela é mais baixa e o risco de abuso, de violência física e sexual, é muito maior. O DEGASE procura essa recuperação, com erros e acertos. Há medidas sócio-educativas, cursos profissionalizantes, atendimento médico e psicológico. Porem, a formação de um delinqüente começa antes do DEGASE e continua depois dele. O período de permanência no DEGASE é o único observável neste processo. O que está esperando o delinqüente após a permanência no DEGASE é chave para sua recuperação. Infelizmente, com demasiada freqüência, são devolvidos ao mesmo ambiente que permitiu que se tornassem delinqüentes. Lá, é muito difícil a recuperação. A taxa de reincidência entre adolescentes é alta. Em alguns casos, não muitos, as oportunidades criadas no DEGASE são o ponto de inflexão de uma carreira que seria criminal: mudam o destino, para melhor. Uma política preventiva inteligente deve investir na família extensa porque outros familiares, particularmente avós e tias, são chamados para suprir lacunas. Em alguns países, o período de internação às vezes reaproxima pais e filhos – às vezes. Porém, no Rio de Janeiro, a localização da internação conspira contra isso. A centralização dos locais de internação faz sentido administrativo. Fica tudo perto, o recrutamento de pessoal qualificado é mais fácil etc. Porém, do ponto de vista da saúde psicológica de muitos jovens pode ser muito negativa. A composição sócio-econômica das famílias dos delinqüentes é muito pobre. A viagem para vir de outra parte do estado visitar o filho ou filha representa uma percentagem significativa da renda mensal. Não há como. Mesmo os parentes e amigos dos delinqüentes que moram na região metropolitana, amplamente definida, encontram sérios problemas de tempo e financeiros. Dependendo de onde morem, a visita pode implicar em uma combinação que inclui trem, metrô, ônibus e caminhada. É muito gasto, é muito tempo. A comunicação escrita nunca foi usada por muitas famílias dos delinqüentes. Assim, ela não é uma substituta viável para as visitas pessoais. Parte grande dessas famílias é composta por analfabetos funcionais e, mesmo entre os que sabem escrever, são raros os que têm o hábito de escrever. Infelizmente, custo, tempo e distância não são os únicos obstáculos às visitas. Muitos não querem visitar os filhos. As razões são várias, e só podem ser compreendidas a partir do universo de significados dos pais. Nele, algumas vezes o filho não conta, particularmente para o pai. Não é objeto nem sujeito de amor e carinho. Inexiste o sentimento de obrigação em relação ao jovem delinqüente: é um estorvo. Alguns causam vergonha porque são delinqüentes, mas outros são apenas vitimas de homens e mulheres que tiveram filhos sem serem pais e mães. É um fenômeno comum, que não se restringe aos internos, nem aos delinqüentes. Por um capricho da biologia, é possível reproduzir sem ser pai ou mãe. Essa reprodução irresponsável é mais freqüente entre os mais pobres, mas não é exclusividade. Em muitas “famílias” de classe média, a obsessão com o sucesso profissional, com o consumo e com o prazer impede que filhos e filhas tenham o tempo de qualidade, a atenção e o afeto dos pais. Além das necessidades materiais, o hedonismo de muitos pais e mães impede que os filhos colham os benefícios de viver em uma família de verdade. Não há tempo para eles. São famílias de mentirinha. A responsabilidade é jogada em cima das outras instituições sociais protetoras, a religião e a escola, ambas em crise. Cresce a função socializante da televisão e da rua; daí às drogas o passo é curto. Algumas pessoas que trabalham no DEGASE admitem terem tentado convencer alguns pais e mães a permanecer algum tempo com o filho ou a filha durante as escassas e curtas visitas. É quando aparecem as justificativas vazias, como “tenho um compromisso”. Talvez. É difícil saber onde termina a necessidade financeira e começa a rejeição psicológica. A relação entre os internos e os pais, às vezes, é tão ruim que alguns não querem ser visitados por eles. Uns têm vergonha do que os pais são – analfabetos, prostitutas etc. Em outros, as visitas não são de apoio, mas de recriminação e atribuição de culpa. “Micos” públicos. Não ajudam na recuperação. É evidente que a recuperação dos delinqüentes passa pela reeducação dos pais. Para quem pesquisa empiricamente a delinqüência, a relevância da família e de outros grupos de proteção social e psicológica se impõe. A criminologia necessita ir além das explicações fáceis, mecânicas. É preciso pesquisar, mergulhar no mundo dos delinqüentes, de suas famílias e das instituições que cuidam deles.

Meu irmão, minha
irmã,

As noites, nestas
terras, têm sido de 16 graus.

Somente quando
setembro vier, este frio passará.

Muitos não têm
cobertor ou roupa adequada.

Parca é a
comida.

Na Rua do Lixo ou nas
ruas da Cidade, onde vou,

Grande é a
necessidade.

Se tu conseguires
algo para diminuir este sofrimento,

Envia-nos e, de
antemão, eu te agradeço.

Ou deposita a ajuda
na conta

Associação do Servos
de Deus.

CNPJ
047388650001/00

Banco do Brasil

ag
0068-x

c/c 10
346-2

E de coração,
novamente, eu te agradeço.

Com atenção e
preces,

In
Christo,

Pe
Airton

servo

Doações de agasalhos para

Fundação Terra

Rua do Lixo, s/n

Arcoverde, Pe.


Estamos no mundo como o
fermento está para a massa, como o descanso para os extenuados, como a paz
para quem vive tormentos, como o regresso para os deserdados. Por nossa
comunhão com o Pai, somos o que a liberdade é para os cativos, o que a
água é para os sedentos, o que a luz é para os cegos, chegada para os que
esperam. Compreendemo-nos ser o que a fé é para o descrente, o que a luz é
para as trevas, acerto dos erram e, mesmo na dor, contentes. Nós somos o
que somos: servos da misericórdia, irmãos da Santa Esperança.
( Pe. Airton
)


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“A minha fé mais profunda é que podemos mudar o mundo pela verdade e pelo amor.”
Mahatma Gandhi

“Quando nascemos, nascemos chorando, ainda que os que nos olham estejam sorrindo;
quando morrermos, morramos sorrindo,
ainda que os que nos olham estejam chorando”

Adaptado de autor desconhecido
Gláucio Ary Dillon Soares
soares.glaucio@gmail.com

Alguns leitores se perguntarão porque insisto em que seus urólogos e oncólogos usem a internet e saibam Inglês (apenas leitura).
Há uma grande quantidade de pesquisas sendo realizadas e várias inovações são reveladas cada ano; esses resultados são apresentados em reuniões, simpósios, seminários e conferências e através de publicações. As apresentações feitas nessas conferências são disponibilizadas pela internet e, quase sempre, são em Inglês. Muitas revistas apresentam versões online adiantadas.
Veja,por exemplo, as reuniões profissionais dos últimos meses cujos trabalhos são disponibilizados e comentados pela internet:

AUA 2008 - The American Urological Association
2008 Annual Meeting
May 17 - 22, 2008
Orlando, Florida, USA

EAU 2008 - European Association of Urology
23rd Annual EAU Congress
March 26-29, 2008
Milan, Italy

SUFU 2008 - Society for Urodynamics and Female Urology (SUFU)
2008 Winter Meeting - Joint meeting with ISPiN, GURS and GUS
February 28- March 2, 2008
Hyatt Regency - Miami, Florida, USA

ASCO GU 2008 - American Society of Clinical Oncology (ASCO)
The Genitourinary Cancers Symposium
2008 Genitourinary Cancers Symposium - A Multidisciplinary Approach
February 14-16, 2008
San Francisco, California, USA

WUF 2008 - Winter Urologic Forum
Thirty Second Winter Urological Forum - State-of-the-Art in Urology
January 25-29, 2008
Vail Marriott Mountain Resort and Spa
Vail, Colorado, USA

SUO 2007 - Society of Urologic Oncology
2007 Winter Meeting
November 29 - December 1, 2007
Natcher Conference Center, National Institutes of Health - Bethesda, Maryland

AUA NY 2007 - American Urological Association
New York Section
105th Annual Meeting
Buenos Aires, Argentina
November 10th - 16th, 2007

WCE 2007 - World Congress of Endourology (WCE)
25th World Congress of Endourology and SWL
October 30th - November 3rd, 2007
Cancun, Mexico

URS 2007 - Urological Research Society - 2007 Urological Research Society Meeting
October 25th - 28th, 2007
Napa, California, USA

ASRM 2007 - American Society for Reproductive Medicine (ASRM)
63rd Annual Meeting
Capitalizing on Innovations in Reproductive Health Care
October 13-17, 2007
Washington Convention Center - Washington, DC, USA

SIU 2007 - 29th Congress of the Societe International d’Urologie
SIU 2007 - Optimizing Clinical Outcomes in Prostate and Renal Cell Carcinomas
The Second Annual Symposium on Advanced GU Malignancy
September 2-6, 2007 Palais des Congres de Paris, France

Evidentemente, há muitas reuniões de associações profissionais somente nessa especialidade médica. É impossível comparecer a todas. Os médicos não fariam outra coisa, indo de um congresso para outro. A solução é se manter ao dia lendo os trabalhos e resumos pela internet - que estão em Inglês.
E quem não participa, não lê Inglês e não usa a internet? Passa a ser um usuário secundário, terciário ou pior das informações. Vai a reuniões no país, onde esses resultados e conhecimentos são retransmitidos. Esses são os secundários. Ou fica dependendo de uma conversa casual com alguém que foi. Esses são os terciários. Ou não faz nada disso e fica parado no tempo. Podem passar cinco, dez, vinte anos até que incorporem o conhecimento à sua prática clínica. Seus pacientes são tratados com a medicina de cinco, dez, vinte anos atrás.
É um quadro que vale para qualquer área do conhecimento. Câncer, derrames, AVC’s, TIA’s, criminologia, prevenção dos suicídios, psicoterapia e assim por diante.

O gráfico mostra o número de páginas encontráveis na internet por idioma - sobre câncer. São mais de vinte e dois milhões de páginas em Inglês e aproximadamente meio milhão cada em Português, Francês ou Espanhol. Quem não ler em Inglês perde a grande maioria das informações sobre urologia, oncologia, câncer da próstata etc.

Não é chute de qualquer um!

É documento com a chancela da Clínica Mayo.

Há muita gente que acaba dominada pelas obrigações, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo, como resolvo isso etc. Vai a reboque das demandas e obrigações, dos compromissos, reais ou fictícios. É para enfrentar essas pressões do cotidiano que as técnicas de relaxamento foram aperfeiçôadas.

Será que funcionam mesmo? Ou é perda de tempo, coisa de maluco ou hiponga?

Decida você mesmo. A Clínica Mayo divulgou os benefícios que as pesquisas reveleram:

Quando você pratica com alguma seriadade técnicas de relaxamento, você

  • baixa o número de batidas cardíacas
  • baixa a pressão
  • baixa o número de vezes que você precisa respirar para obter o mesmo resultado
  • Reduz a necessidade de oxigênio
  • Aumenta o fluxo de sangue para os seus músculos (músculo sem sangue, morre!)
  • Reduz a tensão muscular

Tem outras vantagens. Veja quais:

  • Menos sintomas físicos de estresse, como dores de cabeça e dor nas costas;
  • Menos respostas emocionais negativas, como ódio, raiva e frustração;
  • Mais energia, menos fadiga;
  • Maior capacidade de concentração;
  • Mais habilidade e competência para enfrentar (e resolver) problemas;
  • Maior eficiência no dia a dia - fazer mais coisas com menos esforço.

É, vale a pena. Busque instruções simples sobre técnicas de relaxamento neste blog ou mais elaboradas em mecanismos de busca, como o Google, Yahoo etc.
Mas leve em sério! Os resultados aparecem logo e são muito bons!

O cérebro dos idosos

Maio 26, 2008

Talvez as melhores sejam de que os idosos são mais livres de raivas e ódios do que os jovens. A estabilidade emocional tende a aumentar.

A GUERRA DOS NEURÔNIOS: temos perto de cem bilhões de neurônios… Muitos acham que milhares ou milhões morrem diariamente. Não é verdade, mas eles enconlhem e isso prejudica a rapidez do raciocínio. Além disso, produzimos quantidades menores de neuro-transmissores. Neuro-transmissores são compostos químicos que levam informações de uma célula nervosa a outra. O fluxo de sangue também se reduz - perdemos entre 15% e 20% dos trinta aos setenta.

A estabilidade emocional tende a aumentar. Os velhos irritadiços e mal-humorados não são irritadiços e mal-humorados porque são velhos, mas porque são doentes. Uma pesquisa pequena feita na Austrália (com apenas 142 pessoas) de 12 a 79 mostrou maior estabilidade e emoções mais positivas - mas a amostra era de pessoas com boa saúde física e sem antecedentes de doenças mentais. Fizeram ressonância magnética com eles, para avaliar as reações quando viam rostos com expressões diferentes. O local do cérebro que respondia a esses estímulos mudou com a idade, da amídala cerebral para o córtex prefrontal medial.

A revisão feita pela Johns Hopkins conclui que o negativismo não é parte do envelhecimento e sim de doenças que afetam muitos idosos: curadas as doenças, acaba o negativismo.



As Relações entre a Idade e o Suicídio não são as mesmas em todas as culturas,em todos os países, em todos os tempos. Não obstante, há padrões. Padrões, por definição, se repetem. Estudando o suicídio entre os homens portugueses, de 1980 a 2002, verifiquei que o que acontece em Portugal se encaixa no padrão quase-linear.< Não é linear porque a taxa aumenta nos grupos superiores de idade Em verdade, talvez devêssemos construir os padrões a partir do valor da derivadas segunda, porque em muitos países eles tendem a aumentar com a idade, mas a aceleração nas idades maiores varia muito entre os países. O chamado padrão húngaro exibe uma alta aceleração, mas muitos países se caracterizam pelo aumento das taxas com a idade, mas não aumentam tanto nos intervalos superiores de idade. O conhecimento dessa relação pode nos ajudar a formular políticas públicas que sejam mais adequadas. Muitas coisas acontecem com a idade, como o aparecimento de mais doenças, taxas mais altas de viuvez, em muitos países maiores problemas financeiros , em outros, como o Brasil, somente para os que não estão vinculados ao setor público, particularmente o setor público federal.
Esse conhecimento nos permite adequar as políticas públicas às necessidades dos grupos-alvo. Uma política de prevenção do suicídio e de preservação da vida requer essas informações, mas esses subsídios não existirão enquanto nossos sociólogos se satisfizerem com citar autores clássicos, particularmente Dürkheim, sem pesquisar as características dos suicídios no Brasil.

Como saber se a gente herda a depressão dos pais ou se aprende a depressão com eles? Os que negam totalmente a genética afirmam que a depressão é aprendida e só. É aí que os estudos com gêmeos e com adotados passam a ser muito importantes.
O que eles mostram?

  • Primeiro, que os adotados cujos pais biológicos sofrem ou sofreram de depressão tem risco mais alto de terem episódios depressivos do que outros adotados, cujos pais biológicos não sofrem nem sofreram de depressão. A aprendizagem não explica isso.
  • As pesquisas com gêmeos são ainda mais convincentes. Entre gêmeos identicos (univitelinos), se um dos irmãos tiver episódios depressivos o risco de que o outro irmão os tenha é mais alto do que com irmãos não identicos, bivitelinos.
  • Isso não quer dizer que, mesmo entre gêmeos idênticos, se um irmão tiver episódios depressivos o outro está condenado a tê-los também. Somente em 40% dos casos os dois irmãos idênticos experimentam episódios depressivos. Os irmãos idênticos tem, apenas, risco mais alto de ter episódios depressivos do que os não idênticos quando o outro irmão tiver episódios depressivos.
  • Ter risco genético mais elevado não significa que a depressão não é tratável, controlável ou curável.
    Esse raciocínio se aplica a outros tipos de conduta e problemas parcialmente genéticos e parcialmente aprendidos.

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Como saber se a gente herda a depressão dos pais ou se aprende a depressão com eles? Os que negam totalmente a genética afirmam que a depressão é aprendida e só. É aí que os estudos com gêmeos e com adotados passam a ser muito importantes.
O que eles mostram?
  • Primeiro, que os adotados cujos pais biológicos sofrem ou sofreram de depressão tem risco mais alto de terem episódios depressivos do que outros adotados, cujos pais biológicos não sofrem nem sofreram de depressão. A aprendizagem não explica isso.
  • As pesquisas com gêmeos são ainda mais convincentes. Entre gêmeos identicos (univitelinos), se um dos irmãos tiver episódios depressivos o risco de que o outro irmão os tenha é mais alto do que com irmãos não identicos, bivitelinos.
  • Isso não quer dizer que, mesmo entre gêmeos idênticos, se um irmão tiver episódios depressivos o outro está condenado a tê-los também. Somente em 40% dos casos os dois irmãos idênticos experimentam episódios depressivos. Os irmãos idênticos tem, apenas, risco mais alto de ter episódios depressivos do que os não idênticos quando o outro irmão tiver episódios depressivos.
  • Ter risco genético mais elevado não significa que a depressão não é tratável, controlável ou curável.
    Esse raciocínio se aplica a outros tipos de conduta e problemas parcialmente genéticos e parcialmente aprendidos.

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